O triste – (Roberto Menescal e Paulinho Tapajós)

Ele era um triste

Nunca vi ninguém como ele assim

Tinha um rosto quase branco

Um olhar de santo

E um banco de jardim

Que era sua moradia

Onde amanhecia

E onde ele se guardava

Pra poder chorar

Vendo todo aquele povo

Sem nada de novo

Pra mudar seu rosto

Pra se contentar

Ela era triste

Nunca vi ninguém como ela assim

Ela nem sequer sabia

Como é que seria

A cor de um banco de jardim

Sua face era sombria

Mas um belo dia

Ela assim passava

Querendo chorar

E ela em meio àquele povo

Viu algo de novo

Viu um outro rosto

Sem se contentar

E se juntou tristeza com tristeza

Numa só certeza de querer chorar

Mas pra grande surpresa

Só surgiram risos

Pra se contentar

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