Bromélias

Sempre fui muito ligado à natureza e desde pequeno sentia um fascínio quando plantava uma semente de alguma fruta que havia comido e a via brotar em forma de uma planta nova que viria a dar novos frutos.

Nos anos 70 me interessei por orquídeas e para elas me dediquei durante mais de 10 anos, mas sempre sentindo uma frustração em não conseguir passar do estágio de colecionador/amante dessas maravilhosas plantas.

Na verdade, eu queria alcançar um degrau adiante, ou seja, descobrir novas espécies, apresentar alguma novidade no seu cultivo, enfim colaborar mais ativamente.

Pouco a pouco descobri que basicamente tudo já havia sido descoberto e divulgado nos meios orquidófilos.

Nas minhas excursões mata à dentro em busca de encontrar algum espécime novo de orquídea, fui observando e encontrando bromélias, e cada vez me interessando mais e mais por elas.

Até que em 1985 conheci um jovem de 20 anos, o Elton Leme, recém formado em advocacia mas já um experiente conhecedor das Bromélias.

Em nosso primeiro encontro quando visitei seu bromeliário, ganhei dezenas de exemplares o que me fez um apaixonado por essas plantas.

Pouco à pouco Elton se tornou um grande amigo, foi me ensinando a cuidar das Bromélias e ao mesmo tempo me mostrando sua importância na natureza.

Sem as Bromélias, certamente a Mata Atlântica não seria tão rica em diversidade animal, pois à sua volta se forma uma grande cadeia de vida.

Em virtude da água que guarda em seu interior, se transforma em um rico criadouro de pequenos animais como crustáceos, larvas de borboletas, girinos etc, que são alimentos para cobras, macacos, pássaros, e assim por diante.

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