“Ligue o rádio em Nova York, Montreal, Paris, Tóquio ou Sydney e você ouvirá Bossa Nova. O piano de Tom Jobim e a voz ou o violão de João Gilberto vivem a bordo de aviões, navios, bares, elevadores e salas de espera, mas também frequëntam salas de concertos.

Em 1990, “Garota de Ipanema” foi a quinta canção mais tocada no mundo (acima de 3 milhões de execuções), segundo uma pesquisa encomendada pela BMI. Outras seis composições de Tom estão entre as executadas mais de 1 milhão de vezes: “Meditação”, “Desafinado”, “Samba de uma nota só” (as três com Newton Mendonça), “Insensatez” (com Vinícius), “Wave” e “Águas de março”. De certa forma, Jobim é o campeão da BMI, porque à sua frente só estão os Beatles.

Nos EUA ouve-se bossa nova a toda hora nas rádios, nas casas noturnas do Village, nos bares e nos teatros. Prêmios como o “Grammy” são concedidos a músicos e cantores brasileiros como Bebel Gilberto, Ithamara Koorax, dentre outros. Cinquenta anos depois, a bossa nova está, sem dúvida, mais presente do que quando começou, influenciando gente de todo o mundo.

Sucesso em turnée na Finlândia, Suécia e Moscou, o espetáculo reúne os maiores clássicos da Bossa Nova, incluindo uma bela homenagem a Tom Jobim e importantes nomes do movimento.

Clássicos como Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinícius de Moraes), Corcovado (Tom Jobim), Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinícius), Barquinho/Você (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli), Marina (Dorival Caymmi), Rio (Menescal e Bôscoli), Desafinado (Tom e Newton Mendonça), dentre outros, foram incluídos no roteiro do espetáculo.

Cada artista mostra um pouco de sua obra ao som de muito swing e poesia, com a riqueza, a suavidade e o encanto da Bossa Nova. Com certeza 50 anos depois o mundo não encontrou nada que a superasse.